Adobe faz parceria com Google e acaba com Flash Player no Linux
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Em pronunciamento a Adobe foi curta e grossa: plugin Flash Player no Linux só até a versão 11.2. Depois disso adeus Flash… como plugin da Adobe. É, o Flash Player irá acabar mas a tecnologia irá continuar nas mãos da Google. Isso é mais uma grande jogada da empresa de Mountain View. Jogada que nunca poderia ser imaginada como ela foi, mas imagina as consequências. Agora a tecnologia Flash só estará disponível para o Google Chrome, pelo Pepper Plugin API (PPAPI). Chrome usa o Pepper para “anexar” a tecnologia em seu navegador, sem necessidade do plugin Adobe Flash Player. Como sempre falo o Flash é uma das mais terríveis tecnologias se tratando de interesse coletivo. Flash domina seu seguimento e sem ele, nos dias de hoje, a internet não é completa, não se tem uma experiência total. E algo tão importante na mão dos interesses comerciais de uma única empresa privada é loucura (muita loucura!). A bola foi cantada há tempos e parece que o campo de testes foi o Linux para desktops. Todo mundo consciente já sabia que mais cedo ou mais tarde os interesses comerciais iriam prevalecer e o lado mais fraco – consumidores – iria sair perdendo. Agora está tudo nas mãos da Google, que com certeza tem interesse no crescimento do Chrome a todo custo e da manipulação do mercado de acordo com seus interesses. Quem quiser ter um produto completo, como a Mozilla com seu Firefox, terá que usar a tecnologia Google em seu produto. Mozilla, por exemplo, já tinha dito que Pepper não estava em seus planos, afinal, para um fundação que tem como objetivo uma internet mais independente, ficar nas mãos de uma megaempresa não é algo mais inteligente que se possa querer. Mas o resumo é esse. Até o HTML5 se estabelecer e ser o padrão da industria, livre e universal, temos que nos adaptar aos tempos de trevas que acabaram de chegar e torcer para que essa concentração de força de mercado nas mãos de uma empresa privada não prejudique os consumidores e o próprio desenvolvimento tecnológico, como aconteceu quando certa tecnologia detentora do mercado esteve nas mãos da Microsoft e seu Internet Explorer. — |











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