Linux em perigo: Microsoft joga sujo novamente [atualizado]
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Microsoft há muito tempo joga sujo. Já “emprestou” direito pra empresas e misteriosamente ela desistiu do seu negócio lucrativo (caso do Corel Linux, uma das mais promissoras distribuições), já fez pressão para montadoras de computadores cortarem do dia para a noite relações com a Netscape, já ameaçou empresas com suposições, nunca provadas (caso das supostas violações de patentes pelo Linux e as cobranças sobre o Android), e até já participou de um esquema de corrupção na África para frear a adoção do Linux. Agora ela mostra as garras mais uma vez. O Windows 8 irá ter uma característica de segurança que coincidentemente bloqueia o Linux no seu hardware! Isso mesmo. A Microsoft depois de disfarçar venda casada de fabricantes de equipamentos com o Windows agora está literalmente “chutando as leis” e obrigando você a só poder comprar hardware autorizado por eles junto com o sistema deles. O problema (que para a Microsoft é solução) está no Unified Extensible Firmware Interface (UEFI), um dispositivo de hardware inicializado no boot no lugar da BIOS que conterá chaves autorizadas pela Microsoft que protegerão, segundo eles, contra rootkits e semelhantes. Para quem não sabe nosso Código de Defesa do Consumidor, no artigo 39, proíbe a prática de condicionar a venda de um produto comprando outro produto necessariamente. Nossas leis também não permitem essa prática, de sabotar a livre iniciativa, de limitar a livre concorrência, usando de seu poder econômico, sua posição de mercado para agir de tal forma. A Lei 8.884/94 deixa expressa, no Capítulo II, que a vil atitude da empresa de Redmond não é somente imoral, mas completamente ilegal! O pessoal da Red Hat alertou para ficar preocupado, mas não entrar em pânico. De qualquer forma é bom ficarmos em alerta e ver as reações das grandes empresas que investem no Linux. Se ninguém tomar iniciativa para pressões lutar contra a Microsoft depois pode ser tarde demais e finalmente a Microsoft, que quase chegou a ser dividida nos anos 2000 pela Justiça americana por causar mal ao interesse público, vai ganhar de vez a guerra nos computadores pessoais. Atualização: Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, através de seu blog deu novas informações sobre a função UEFI. De acordo com ele será possível desativar a opção na tela de configuração do boot. Problema resolvido? Lógico que não! Para o problema ser resolvido primeiro a Microsoft teria que deixar claro para as fabricantes que são proibidos equipamentos que não tenha a opção “ativar e desativar”. Por que falo isso? Matthew Garrett, desenvolvedor da Red Hat das informações sobre as consequências do UEFI, falou que há intenções de fabricantes em não permitir desativar o “boot seguro”. Depois, seria necessário que a Microsoft permita um GRUB usando GPL, coisa que não é possível, segundo Garrett. Além disso todas as distribuições precisam de uma chave, incluída em toda fabricante de hardware. Isso é um burocracia tremenda, também deixando um sistema dependente das estratégias de um de outra empresa (é racional isso?). É preciso pensar que a situação é séria e dificultar a livre escolha e a livre iniciativa, protegidos legalmente em todos os países, não é nem um pouco aceitável. Tentar burlar a lei, a ética e até o bom senso é prejudicial para todos e o que está/irá acontecendo/acontecer é uma tentativa de burlar tudo isso, tornando a escolha do consumidor, que é leigo, e não quer entender e não tem motivo para entender especificidades da tecnologia, mais difíceis. A solução, se a Microsoft não quer sujar ainda mais sua suja imagem, é deixar a opção desativada por padrão. Você então pergunta, “mais isso não vai tornar a vida das pessoas pior? Quem vai saber como ativar essa opção que garante uma hipotética segurança?” Pois então, se as pessoas não vão saber como ativar, por que saberiam desativar? A questão é que as consequências da decisão da Microsoft em cercear direitos é muito grave, com consequência terríveis, e só quem tem interesse pessoal (monetário?) é a favor da decisão. Com informações de: IDG Now! |











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